sábado, 14 de maio de 2011

poema


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Acho que hoje acordei semente, tenho andado muito temporal, minha vida vive momento tudo. A vida as vezes transborda pelos poros, me atinge um estado livro,aurora em meus joelhos. Tem pessoas ponte, algumas carregam a gravidade nas costas. Já conheci gente buraco negro. Eu amo o instante limo. Tem branco em mim. Avida me urca. Sofro de saudade anônima. Palavras me beijam a boca.

Viviane Mosé
Foto do anoitecer na lagoa de S.Miguel. Saudades da minha terra onde vivi minha infância.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mãe!


Feliz dia das mães para todas as mulheres: que sonham... que são, que amam, que correm, que estão doentes, que trabalham, sorriem, cantam, encantam, vivem na corda bamba, mães professoras, sonhadoras, vigilantes do peso, magrinha, cheinha, preocupada, cansada, sonolenta, viajada... médicas plantonistas, policial, a que fica no lar e alimenta a prole... Mãe de todas as idades... De 90, de 15 todas as cores, pretas, amarelas, pardas, mestiças, afro, mãe de todas as tribos... que trazem na alma o mistério de gerar uma vida! mãe que ora, que chora, que luta, a todas dedico meu carinho. Feliz dia das mães.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Presente do coração


Hoje recebi um lindo presente da minha querida amiga Dalvinha Daluzinha. Um poema lindo! Veio pelo correio com o mesmo sabor da amizade linda que construimos lá na terra dos poetas. Não moramos mais em Assu, mas continuamos amigas irmãs por onde quer que a vida nos leve. O envelope trazia um tema: "Está na moda partilhar o sabor da poesia." Ah! se todos amassem poemar, amar, partilhar,saborear,amistar... Conjugar todos esses verbos da forma mais perfeita que o presente fosse poetisar. Abri o envelope não sabendo o que esperava encontrar... Voces não sabem o que é o prazer de receber uma carta de Dalvinha. São páginas e páginas de puro encantamento, é um sabor indefinível. Ler, ler,ler... Nós extraimos o melhor das entrelinhas. Voltei ao passado. Saboreando toda a expectativa do (re) encontro com o carteiro, com as nossas tardes na terra amada do Assu. Foi como se eu entrasse no túnel do tempo e revivesse toda a emoção da espera. Nos dias atuais os e-mails, as redes sociais, tiraram de nós o prazer da leitura de cartas tão queridas e esperadas. VIA LÁCTEA
Olavo Bilac
" Ora (direis) ouvir estrelas! Certo perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto que para ouvi-las muitas vezes desperto e abro as janelas, pálido de espanto.

E conversamos toda a noite, enquanto a via-láctea, como um pálio aberto cintila. E ao vir do sol saudoso e em pranto inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: Transloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido? Tem o que dizem, quando estão contigo?
E eu vos direi: Amai para entendê-los pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas" Este lindo poema foi o presente recebido em plena quinta-feira, logo que cheguei morrendo de cansaço do trabalho. Estou voltando para mais uma jornada: manhã, tarde e noite. agora renascida para ouvir minhas estrelas
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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Arez, 250 Anos Fazendo História no RN

Escrever, Por que?


A resposta direta seria: Escrevo porque sou ambivalente, insegura e desejosa de cumplicidade e pode ser que neste canto eu encontre a minha outra face, a que deseja voar, cantar, e escrever, escrever até que as palavras se tornem um sumo adocicado e venha adoçar a vida dos que leêm, mesmo sem saber quem escreve desse lado de cá. Passei vários dias vindo aqui. olhava a página em branco e fechava, saía, depois entrava. Resolvi ler, Laços de família de Clarice Lispector não consegui, estava inquieta.Somos demasiados frívolos, buscamos o atordoamento das mil distrações corremos de um lado para outro em busca de soluções para nossas inquietudes e as vezes as portas que se abrem nos deixam ainda mais confusos, mais atordoados. Quando deveríamos apenas parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos da nossa vida, dos amores, mesmos os que já foram embora ou estão adormecidos. Amadurecer, tirar as máscaras, (re) inventar,inverter as posições dos móveis, limpar os armários da alma e sair do casulo em que nos sentamos confortáveis. Escrevo para mim? Também tiro proveito do que vem na ponta dos meus dedos nessas teclas mudas que ao meu comando vão formando idéias e pensamentos. Não sou tão expontânea na conversa como sou aqui com minhas teclas. Escrever alivia o coração, deixa a alma leve. É como jogar meus barquuinhos na enxurrada e deixar que ela os leve para desaguar em outros mares. Volta e meia me pego rebuscando nas agendas, os rascunhos dos fragmentos da minha vida que foram sendo refeitos nos vales e nos montes, as vezes não me reconheço no meio do caos, das cicatrizes, das feridas expostas, do coração sangrando. Será que estou cumprindo a missão que me foi delegada? Desço a fonte, encho meu cântaro e subo por que sei que posso ser moldada, refeita... O oleiro da minha vida sempre chega na hora para me (re) fazer.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Feriado! Viajar, dormir...




Eu escrevo com a forte necessidade de continuar fazendo parte da vida de algumas pessoas que vem dar uma olhada nas palavras que deixo por aqui. Sei que elas não tem valor literário, mas pelo menos vou repousando as minhas inquietudes neste vasto mundo virtual. As vezes penso em deixar de escrever, mesmo sabendo que nunca vou esquecer o primeiro vislumbre pelo mundo das letras e da escrita. Fiz um poema que expressava toda a felicidade que pensava sentir, rasguei-o e joguei fora, na época era apenas uma pessoa de muitos sonhos, e achava que cada pedaço de papel jogado ao vento, era como se dissesse ao mundo do amor que eu sentia, cada pedaço de papel levava um pouco de mim, da garota sonhadora que vivia um emaranhado de sentimentos e prendia-os dentro de si da mesma forma que prende seus cabelos. Sou um pouco empírica as vezes e não sei se isso é muito bom. A racionalidade impõe limites na minha impulsividade. Hoje mesmo, conversava sobre possibilidades de viagens, se professor de escola pública pudesse viajar. E fomos listando lugares. Ninguém do meu grupo de amigos viajariam no mesmo trem que eu. Os lugares que eu visitaria seria exóticos para eles. Eu queria ver o solstício de inverno na Irlanda, eles queriam Disney, eu queria visitar as Pirâmides do Egito eles queriam Nova york, eu iria para Holanda eles para Argentina, eu queria o outono em Roma eles voltariam para casa. Ficamos rindo dos nossos dilemas e onde poderiamos nos encontrar nessa viagem dos sonhos? Nas ilhas gregas! Todos concordaram. Fomos despertados pelo toque para troca de turmas e descobrimos que nesse feriado bom mesmo é dormir para acordar resnascida na segunda feira nossa de toda semana.

sábado, 16 de abril de 2011

Tempo


" Quem tem olhos pra ver o tempo? Soprando sulcos na pele, soprando sulcos na pele, soprando sulcos? O tempo andou riscando meu rosto com uma navalha fina. Sem raiva nem rancor. O tempo riscou meu rosto com calma. Eu parei de lutar contra o tempo, ando exercendo instantes. Acho que ganhei presença." (...) Viviane Mosé

Kelvis, quero te agradecer por ter me apresentado Viviane Mosé.