
O tempo passa como o vento e vai nos levando, sem darmos conta do quanto estamos distantes daquilo que planejamos para nossas vidas. Entramos numa fase atemporal. Nada muda, nada é igual... Fases antagônicas, tempos dificeis. Greves, chuvas, frio... Pessoas perdendo emprego, lares, amores. Pessoas morrendo; tudo delindo-se, indo-se com o tempo. Mãos vazias que pedem socorro... O que fazer? Cada dia uma tarefa mais difícil. E o tempo? Onde encaixar a dor, a decepção, o amor? Este sentimento tão falado e tão pouco sentido entre os humanos, raramente compartilhado... Quanto tempo nos resta? Não sei se hoje estou amarga, agridoce ou apenas sem assunto. Olho as teclas, as letras, formo palavras que gritam, emudecem. Não quero calar. Está tudo cinza, a paisagem, o dia, o tempo... E uma chuva fina vai caindo deixando no ar uma quietude, uma saudade de outros dias passados; outros tempos em que o barulho dos pingos se confudiam com outras estações; outras canções que hoje não tocam mais. O tempo não é retroagível, não posso voltar... É inverno em meu coração, uma fase, um período...( ou não ). Tenho ouvido sobre dores emocionais, fisícas e espirituais; dores que não sei o antídoto para elas, apenas ouço e deixo falar o coração. Onde está o balsámo de Gileade para trazer alívio aos corações angustiados? Vejo o deserto. Adiante, muito distante, dos viajantes o óasis! Muitos estão sem forças para alcançá-lo e eu não tenho a chave do tempo nas mãos. Não posso retê-lo, ele corre veloz. É implacável na ação. Precisamos andar, andar a passos largos para encontrar o céu. Encontremos tempo para servir a Deus. Busquemos enquanto é tempo, antes que venham outros dias, outras fases, outras estações. " Apressa-te, avia-te, não te demores. Apenas há um passo entre mim e a morte." ISamuel 20:38,03.