quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Depoimento








"Pode uma mulher esquecer-se tanto do seu filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas da minha mão te tenho gravado; os teus muros estão continuamente perante mim." Isaias 49:15, 16.



Conheci hoje um blog muito lindo http://naomordamaca.com/ e encontrei um post que me deixou muito emocionada, não consegui terminar de ler sem chorar, porque é uma verdade tão cruel, mas mostrada com tanta emoção que a gente vai bebendo as palavras, absorvendo de forma que somos impregnados com o amor daqueles jovens que só tinham uma missão: Alimentar algum morador de rua, e então eles tem uma experiência rica e linda com o Senhor.



"Tudo começou no sábado depois de uma palavra abençoada de um jovem da igreja, Fernando Ortega. Ele falou sobre a perseguição dos cristãos no mundo. Depois da palavra, o grupo foi comer umas sfihas, pois tinhamos feito uma vaquinha pra comprar, mas acho que Deus multiplicou o pão, quer dizer as sfihas, porque sobrou muito, e eu nunca vi a molecada deixar comida assim dando bobeira... e organizando a bagunça junto com meu brother e as meninas, pensei no que fazer com aquelas sfihas que sobraram. Como a gente anda envolvido com o projeto Resgate na Zona Oeste de Sampa (trabalho com moradores de rua) de 15 em 15 dias, pensei se não poderiamos dar umas voltas procurando alguém que estivesse com fome. Sugeri, e depois de uma palavra abençoada ajeitamos as coisas e fomos, aliás... como aprendemos e praticamos a orar por vidas que não conhecemos naquele culto, antes de sair fizemos isso e pedimos pra Deus direcionar tudo. Era a primeira vez que estavamos fazendo isso na nossa área, a Talita foi guiando o carro enquanto enquanto eu ia observando as calçadas pra ver se via alguém, e vi!!! Mas ela estava indo rápido demais, tivemos que dar uma volta e tanto pra chegarmos de novo onde tinha visto o cobertozinho de morador de rua, demorou um pouquinho, mas achamos, desci do carro e fui até o homem. Ele estava deitado em frente uma loja, que era do lado de uma igreja evangélica - nada modesta - pelo menos a fachada era linda! Enfim. - Olá, dá licença, será que você quer comer alguma coisa? Disse eu. - Opa! Sim, sim - respondeu o homem encolhido no cobertor. - Ah, que bom! Porque nós temos umas sfihas e refri, e trouxemos pra você... - Hoje é meu aniversário - disse o homem. Eu fiquei meio sem saber o que falar, nesse momento as meninas estavam dentro do carro ainda ( porque nesse projeto elas só saem se a barra estiver limpa ) e o Murilo estava no porta-malas do carro pegando as sfihas e refri. - Como assim? - eu disse. Enquanto isso ele tirava do bolso a sua carteira. - Você vai me mostrar seu RG? - Que horas são? - ele disse. -11h 10 - Então ainda é o meu aniversário - disse ele. Peguei o RG e li... de abril, ué? Estava lendo a data de expedição! Data do nascimento 25/09/1972!!! Nesse momento o Murilo chegou e eu disse: Olha a data de nascimento dele ( com cara de surpresa e alegria). Ele me olhou e disse: É o aniversário dele. Levantei, respirei... eu já estava quase chorando... Deus se lembrou do seu aniversário! Eu perguntei se podia chamar a galerinha do carro pra comemorar junto com ele, contente me disse que sim. Então oramos e conversamos, cada um deu uma palavra de benção pra ele, contava suas histórias e sonhos... comia e agradecia a gente e chorava. Depois disse que pedia pra Deus uma casa no meio do mato, longe da corrupção, da ganância e do orgulho... uma mulher feia pra ninguém ficar olhando e dez filhos. Demos boas risadas... Foi muito louco ver aquilo, o cara conhecia a palavra e parecia um cara culto. Quando abordei ele pensei estar bêbado, mas quando fomos conversando percebi que ele estava chocado, pois entendia bem que Deus nos enviou lá para lembrar do aniversário dele."
Enquanto vou transcrevendo esse post, agradeço a Deus pela sua benignidade para conosco, porque quem é o homem para que se lembre dele? Mas somos parte do cuidado de Deus. E vamos cada dia sendo abençoados por esse amor tão grande. Que neste fim de tarde possamos orar, agradecendo por sua provisão, cuidado e amor.Deus cuida... e capricha...

domingo, 25 de setembro de 2011

Tempo! Um santo Remédio?





Senhor das verdades, dos sonhos, fatuais ou não. Objeto de desejo dos moribundos, dos condenados a solidão. Não gosto de contar o tempo, do determinismo das horas rápidas, aceleradas quando tudo poderia ir mais lento nessa corrida sem volta das nossas vidas. Amarrar o tempo? Para algumas dores ele passa lento e na felicidade acelera. Há momentos em nossas vidas que nos ferimos e nos fechamos até a dor passar. E ela passa, a medida que o tempo vai passando a dor também começa a esvair-se, esmorecendo-se, delindo-se, e nossas forças vão se renovando para continuar lutando.Tive muitas dores, umas suportáveis outras nem tanto, mas nesse meio tempo vou construindo a arca que me levará para outros mares, outros portos, outras estações. E as feridas vão cicatrizando com o balsámo amoroso e curador da engenharia da vida. Podemos olhar adiante e o intangível torna-se real, palpável, tocável... E assim vamos indo, em nossa caminhada plantando as sementes do amor. Creio que mesmo a ferramenta inexorável do tempo não pode destruir o que começa com um ato de amor. Se o amanhã é uma possibilidade faça disso a sua certeza e encontre o seu objetivo.Se as horas passam lentas ou rápidas nessa tarde, aproveite o tempo, o presente, o Devir e ouse sonhar seus sonhos, praticá-los é um exercicio de fé e coragem. O tempo? Ele se encarrega de levar as dúvidas. Faça acontecer, e conjugue o seu querer no presente do indicativo. Eu vou e você? Este é o tempo! E é dele que a vida é feita. Para entender o tempo estou indo abraçar a tarde.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Menino Triste



Que queres menino triste,



que me paras no farol?



Que sonho escuro que viste,



pois teus olhos não tem sol?



Tua madrasta é a rua...



Com seu cimento gelado.



E de noite, nem a lua



Te dá olhar de trocado...



Quem te largou neste mundo,



Para catares esmolas?



Se roubas és vagabundo...



Mas quem te roubou a escola?



E quem te arrancou da mão



Um brinquedo e umqa esperança?



Quem te tirou sem perdão,



O direito a ser criança?



Tua é a calçada,



Que frequentas todo em trapos



Se o dia não rende nada,



Logo apanha uns sopapos.



Não sei quem é o autor. Quem souber me avise para que eu possa dá os créditos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Uma esperança.



Aqui em casa pousou uma esperança. Não a clássica, que tantas vezes verifica-se ser ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a outra, bem concreta e verde: o inseto. Houve um grito abafado de um dos meus filhos: - Uma esperança! e na parede, bem em cima de sua cadeira! Emoção dele também, que unia em uma só as duas esperanças, já tem idade para isso. Antes surpresa minha: esperança é coisa secreta e costuma pousar diretamente em mim, sem ninguém saber, e não acima da minha cabeça numa parede. Pequeno rebuliço: mas era indubitável, lá estava ela, e mais magra e verde não poderia ser. -Ela quase não tem corpo, queixo-me. -Ela só tem alma, explicou meu filho e, como filhos são uma surpresa para nós, descobri com surpresa que ele falava das duas esperanças. Ela caminhava devagar sobre os fiapos das longas pernas, por entre os quadros da parede. Três vezes tentou renitente uma saida entre dois quadros, três vezes teve que retroceder caminho. Custava a aprender. -Ela é burrinha, comentou o menino. - Sei disso, respondi um pouco trágica. -Ela está agora procurando outro caminho, olhe, coitada, como ela hesita. -Sei, é assim mesmo. -Parece que esperança não tem olhos, mamãe, é guiada pelas antenas. -Sei, continuei mais infeliz ainda. Ali ficamos não sei quanto olhando. Vigiando-a como se vigiava na Grécia ou em Roma o começo de fogo do lar para que não se apagasse. -Ela esqueceu de que pode voar mamãe, e pensa que só pode andar devagar assim. Andava mesmo devagar- estaria por acaso ferida? Ah não, senão de um modo ou de outro escorreria sangue, tem sido sempre assim comigo. Foi então que farejando o mundo que é comível, saiu de trás de um quadro uma aranha, mas me parecia "a" aranha. Andando pela sua teia invisível, parecia transladar-se maciamente no ar. Ela queria a esperança. Mas nós também queríamos e oh! Deus, queríamos menos que comê-la. Meu filho foi buscar a vassoura. Eu disse fracamente, confusa, sem saber se chegara infelizmente a hora certa de perder a esperança. - Preciso falar com a empregada para limpar atrás dos quadros - falei sentindo a frase deslocada e ouvindo certo cansaço que havia em minha voz. Depois devaneei um pouco de como eu seria sucinta e misteriosa com a empregada: eu lhe diria apenas: você faz o favor de facilitar o caminho da esperança. O menino, morta a aranha, fez um trocadilho com o inseto e a nossa esperança. Meu outro filho que estava vendo televisão, ouviu e riu de prazer. Não havia dúvida: a esperança pousara em casa, alma e corpo. Mas como é bonito o inseto: mais pousa que vive, é um esqueletinho verde, e tem uma forma tão delicada que isso explica por que eu que gosto de pegar nas coisas, nunca tentei pegá-la. Uma vez, alás, agora é que me lembro, uma esperança bem menor que esta, pousara em meu braço. Não senti nada, de tão leve que era, foi só visualmente que tomei consciência de sua presença. Encabulei com a delicadeza. Eu não mexia o braço e pensei: "e essa agora? que devo fazer?" Em verdade nada fiz. Fiquei extremamente quieta como se uma flor tivesse nascido em mim. Depois não me lembro mais o que aconteceu. E, acho que não aconteceu nada. Texto deClarice Lispector.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Silêncio...




"As vezes a única coisa que me serve, que me basta, que me cabe, é escrever... é justamente nessas horas que as palavras vão embora. Hoje eu queria escrever sobre o silêncio. Não consegui, silenciei... Não escrevi. Mas está tudo aqui... Caio F. Abreu.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dia dos Pais!









Ontem comemoramos o dia dos pais, mas será que as pessoas conhecem a origem desse dia tão especial? No Brasil o dia dos pais teve uma origem parecida com o dia das mães, foi idéia de um publicitário. Em 1953 Silvio Bhering pensou que seria bom importar essa comemoração, que já ocorria em diferentes partes do mundo, para o Brasil. A data escolhida foi 14 de agosto, e a iniciativa teve grande apoio do jornal O Globo. Nos anos seguintes a data foi modificada para o segundo domingo de agosto, sendo este um dia mais propicio para as reuniões familiares. Em São Paulo o dia dos pais só começou a ser comemorado em 1955, quando a data passou a ter apoio da Folha de S.Paulo, TV Record, Rádio Pan Americana e a extinta Rádio S.Paulo. O grupo organizou um grande show para comemorar a data especial com muitas premiações e lançamentos de discos. Dessa forma o dia dos pais pegou de vez no Brasil. Sabemos que a origem publicitária do dia dos pais não é um grande estímulo, mas isso não muda o fato de que se trata de um dia em que podemos reafirmar o nosso amor a uma pessoa que só nos tem feito bem. Prestar esta homenagem é o minímo de carinho que podemos fazer ao homem que nos educou e nos preparou para a vida. Em outros países, foi exatamente este desejo que iniciou a comemoração. O Primeiro registro de uma comemoração do gênero vem da Babilônia, há mais de 4 mil anos, onde o jovem Elmesu, moldou em argila um cartão, desejando sorte, saúde e longa vida ao seu pai. A fixação de uma data específica para homenagear os pais é divida entre eventos ocorridos em 1908 no Estado Norte americano de West Virgínia e em 1909 quando a estadunidense Louise Smart Dodd decidiu especificar a data 19 de junho para homenagear e demonstrar toda a sua admiração por seu pai, um veterano da guerra civil que ficou viúvo quando a sua esposa teve o sexto bebê e criou sozinho, os seis filhos em uma fazenda em washington.


A primeira comemoração aconteceu em 1910, e as rosas foram definidas como flores oficias do evento. Os pais vivos deveriam ser homenageados com rosas vermelhas e os falecidos com flores brancas. Em 1972, o então presidente Richard Nixon proclamou oficialmente o terceiro domingo de junho como Dia dos Pais. Outros países do mundo também comemoram o dia dos pais, mas nem sempre na mesma época. Na Alemanha a comemoração acontece no Dia da Ascenção, 40 dias depois do domingo de páscoa. Na Tailândia a data é comemorada no dia 05 de dezembro, dia do nascimento do rei Bhumibol Adulyadej. Na Bélgica, Portugal, Espanha, Angola, Itália, Cabo Verde, Andorra e Listenstainea a festa ocorre no dia de S. José, (19 de março), sendo que em alguns países o dia dos pais acontecem duas vezes. A primeira dia 19 de março e a segunda, considerada secular ocorre no segundo domingo de junho. Na Rússia não existe propiamente o dia dos pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, a chamada data "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva).






Fontes: Blog Pipoca do Bits, wikipédia, Arte-Educação, Chiff.

domingo, 14 de agosto de 2011

A Roda e a Vida





Qual o segredo que vai colocar a roda da vida em funcionamento? Começo esta postagem com esse questionamento por que da minha "janela", fico contemplando o seu girar. Estava numa aula do curso de Tecnologias, quando surgiu uma discursão sobre politica. Confesso que eu queria ficar calada, e fiquei no princípio. Sabia que a minha fala, tanto podia prolongar a discursão como dar um ponto final. Veio-me a mente o versículo da Palavra de Deus que diz: "A palavra dura suscita a ira, a branda desvia o furor." E foi com essa palavra como base no meu coração, que eu tive coragem para interpelar aquele grupo. Comecei falando sobre amizade, afeto,e o segredo da roda gigante. Pedi que o grupo refletisse que nós somos essa roda, um dia estamos sentados na última cadeira, temos uma vista deslumbrante da paisagem, lá embaixo as pessoas parecem menores, mas a roda gira... De repente não estamos mais no alto, estamos embaixo no ínicio, onde tudo começou. Precisamos das pessoas, precisamos sentir o outro, ouvir o que ele tem a dizer, não sabemos como a roda vai continuar girando, não podemos descartar as pessoas como se fossem produtos descartáveis. Não é tempo de afastar... é tempo de unir, de juntar, está perto, (RE)aproximar... Amar. Compreendendo que o amor supera as diferenças, sejam políticas, econômicas ou sociais... Acredito que o segredo para a roda girar em harmonia é a unidade, seja em qual esfera for, precisamos proclamar que o verbo amar pode ser conjugado em todas as formas. Vejo as pessoas indo, delindo-se, dobrando a esquina sem se voltar e muitas vezes esquecemos ou não dizemos o quanto elas são especiais para nós. Não deixe para amanhã o dia em você vai mudar de posicionamento. Mude hoje, diga hoje, aproveita a oportunidade em que está lendo esta postagem para dizer ao seu filho, sua esposa(o), seu irmão, que você os ama! Ah! que alívio você irá sentir, e com certeza as engrenagens dessa roda girará mais leve, sem aquele barulhinho ensurdecedor por falta de lubrificação. Lubrifica a tua vida com o azeite do amor, do perdão e da alegria. Quando se quer o bem, os resultados são sempre bons, não se deixe paralisar pelo medo. Deus é o Deus dos valentes!