terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2012 Fechando um livro

Quando 2012 começou, ele era todo seu.
Foi colocado em suas mãos...

Você podia fazer dele o que quisesse...
Era como um livro em branco, e nele você podia colocar um poema, um
pesadelo, uma blasfêmia, uma oração. Podia...
Hoje não pode mais, já não é seu.
É um livro já escrito... Concluído.
Como um livro que tivesse sido escrito por você, ele um dia lhe será lido,
com todos os detalhes e você não poderá corrigi-lo. Estará fora de seu
alcance.
Portanto, antes que 2012 termine, reflita, tome seu velho livro e folheie
com cuidado.
Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência. Faça o
exercício de ler a você mesmo. Leia tudo...
Aprecie aquelas páginas de sua vida em que você usou seu melhor estilo.
Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito. Não, não tente
arrancá-las. Seria inútil. Já estão escritas.
Mas você pode lê-las enquanto escreve o novo livro que lhe será entregue.
Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu e evitar repetir as
ruins.
Para escrever o seu novo livro, você contará novamente com o instrumento do
livre arbítrio, e terá para preencher, toda a imensa superfície do seu
mundo.
Se tiver vontade de beijar seu velho livro, beije-o.
Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir, reflita, para não repetir o que te faz chorar,
a menos que seja de alegria!
Ainda que tenha páginas negras, elas sempre serão um aprendizado .
E, quando 2013 chegar, lhe será entregue outro livro, novo, limpo, branco,
todo seu, no qual você irá escrever o que desejar...
Capriche na escrita...
 Desconheço o autor do texto

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O tempo passa? Não passa

                                                             O Tempo passa? Não passa      

no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.
O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.
Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.
O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.
São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer a toda hora.
E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama escutou
o apelo da eternidade.
Drumond

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Entardecer

As tardes me encantam, levam o dia e trás mais uma noite com seus mistérios.
Há um final de luz... Apenas uma réstia do sol no seu esplendor que mergulha no outro lado. Saúdo a noite e o dia e o tempo em si não existe, caminho levemente entre essas brumas e sombras que se formam. Ouço uma canção ao longe, tangendo o vento que dança uma coreografia nova embalando os passáros que voltam chilreando para o ninho... Há uma inquietude na tarde, ou será a minha alma cansada? Volto-me para o entardecer, esse que grita aqui dentro, improvável, instigante...Lembro de outras tardes...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

As palavras...



Tentei desatar alguns nós que prendem algumas gavetas... Gavetas da alma, caixas, onde a gente guarda coisas, preciosas ou fúteis, mas que não se quer perder. Comecei devagarinho e algumas palavrinhas foram saindo, tímidas, outras esfuziantes. Dada a urgência dos meus medos, puxei a gaveta e lá vinham elas em avalanche, feito pérolas em colar que se desprende. Fui escarafunchando e cansada de buscar a palavra certa, quase desisti de organizar as bagunças que encontrei. Queria arrumar as gavetas que se escancaram ao olhar curioso dos que passam deixar tudo colorido tirar o sombreado, delir a tristeza e verbalizar o sonhar. Partir e voltar.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ode a um Rouxinol

Não posso ver as flores aos meus pés
nem sentir o oloroso incenso que paira sobre a ramagem,
Mas inebriado na penumbra acho tudo doce.
Graças à oportuna primavera
Contemplo a relva, o bosque e as árvores frutíferas;
Claros espinhos e madressilvas silvestres.
Fugazes violetas, deitam-se sobre as folhas;
e destacam seu mais antigo broto,
Surge uma rosa amarela cheia de orvalho
A sussurrar sua habitual canção do entardecer
  – Jonh Keats 1819

quinta-feira, 8 de novembro de 2012


Ganhei esse selinho da amiga Professora Maria Regina, uma blogueira muito antenada com as coisas do coração que tem um blog delicioso: http://www.artedecontareencantarnaeducinfantil.com/Obrigada por ter pensado em mim. Fico feliz demais por você fazer parte da minha vida. um beijão pra essa contadora de história tão lindinha.

Curiosidade sobre o Prêmio Dardos.
Prêmio Dardos foi criado pelo escritor espanhol Alberto Zambade que, em 2008, concedeu no seu blog Leyendas de “El Pequeño Dardo” o primeiro Prêmio Dardo a quinze blogs selecionados por ele. Ao divulgar o prêmio, Zambade solicitou aos blogs premiados que também indicassem outros blogs ou sites considerados merecedores do prêmio. Assim a premiação se espalhou pela Internet. 

Segundo o seu criador, o Prêmio Dardo destina-se a “reconhecer os valores demonstrados por cada blogueiro diariamente durante seu empenho na transmissão de valores culturais, éticos, literários, pessoais etc., demonstrando, em suma, a sua criatividade por meio do seu pensamento vivo que permanece inato entre as suas palavras”.

As regras do prêmio estabelecem que os indicados poderão exibir no seu blog/site o selo do prêmio e deverão indicar outros dez, quinze ou vinte blogs ou sites que preencham os requisitos acima para o recebimento do prêmio.

Como qualquer prêmio, há regras:
- Exibir a imagem do selo no seu blog;
- Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação;
- Escolher outros blogs para receber o Selo Dardos;
- Avisar aos escolhidos. Então vamos lá:


Read more: http://www.artedecontareencantarnaeducinfantil.com/#ixzz2Bec7K4KU

Indico para receber esse selinho os seguintes blogs
http://mulheresabias.blogspot.com.br/
http://www.oassembleiano.com/
http://pr-edinaldodomingos.blogspot.com.br/
http://ahdoqueeugosto.blogspot.com.br/

quarta-feira, 7 de novembro de 2012