domingo, 19 de dezembro de 2010
18 de dezembro pela manhã
Houve festa no céu
"Na Esperança da Glória de Deus". Esse foi o nosso tema durante o ano de 2010 nas comemorações dos 50 anos da Igreja do Senhor em Arez. Como canta Renata Maria, na composição do hino oficial: "Sempre fiel, anunciando o evangelho, na esperança da glória de Deus, estamos firmes na palavra verdadeira. Não tardes mais, Jesus, tua Igreja te espera, na esperança da glória eterna". Foi com essa esperança que a igreja saiu as ruas de Arez em uma grande carreata e pedalada anunciando a salvação em Jesus Cristo. Foi emocionante ver as pessoas saindo de suas casas para assistir a passagem da igreja pelas ruas da cidade. As pessoas chorando nas calçadas, acenando. Ouvindo Eliabe falar que não existe um nome mais poderoso que o nome de Jesus. E o que me deixou mais feliz, não choveu em Arez! Choveu na Usina, em patané, em São José de Mipibú, em Arez as nuvens passavam carregadas e pela fé via a mão de Deus levando aquelas nuvens para desaguar em outros mares, em outros lugares, deixando comigo a certeza de que Ele estava me dando respostas para que eu confie mais na sua providência. Apesar de todas as lutas Gisele veio louvar ao senhor. Mesmo sua mãe tendo dado entrada no Walfredo com uma úlcera sangrando, mesmo tendo passado a noite no hospital, batido o carro quando vinha para Arez, ter sido mandada embora do emprego... Ela louvou ao Senhor com a sua alma. E a lua e as estrelas brilhavam no céu de Arez. Eu olhava para o céu agradecida, maravilhada. Chorei sentindo-me curada com uma daquelas curas secretas como quando só nós sabemos de nós, ouvindo Marco Aurélio louvar ao Senhor com a música: "Senhor eu sei que tu me sondas, sei também que me conheces..." E assim na esperança da glória eterna, fizemos a colheita de 11 almas para Jesus. Terminamos a organização em torno de 23h, com a limpeza da rua, remoção de cadeiras, telão, som, saida do palco móvel, fotos e cansaço. E quando já estamos em nossas casas, as nuvens que estavam segurando o dia todo o peso das águas desabou sobre Arez uma chuva passageira e eu fui dormir, louvando a Deus por tudo que Ele fez e ainda vai fazer. A ajuda dos irmãos foi e é uma dos principais motivos desse evento. Não poderíamos fazer nada em que o ministério, a mocidade e todos os demais irmãos estivessem conosco. Deus abençoe cada um de forma maravilhosa, e que eles como disse o cantor Marco Aurélio, continuem semeando a semente da união e da coletividade.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Chove! Chove muito na terra de Jacumaúma. E a chuva vai me deixando mais apreensiva com o evento dos 50 anos da Igreja. Os jovens, todos, se mobilizando para a carreata, a evangelização, o culto na praça cívica, a multidão que virá para juntos agradecermos a Deus por estes 50 anos de vitórias. Trazer o cantor Marco Aurélio do RJ foi um grande desafio para nós. E a chuva continua a cair intermitente. Olho as nuvens carregadas e elevo a Deus uma prece: "Senhor, derrame toda essa chuva hoje! E que essa chuva simbolize as nossas lágrimas nessas 50 horas de oração ininterruptas, por salvação e libertação de vidas aprisionadas pelo pecado! Senhor, que essa chuva hoje simbolize o derramamento do teu Espírito Santo nos corações sedentos de conhecimento da tua palavra, do encontro com o teu filho Jesus Cristo! E que amanhão o sol venha brilhar sobre nossas cabeças e possamos sair para fazermos uma grande colheita de almas nesta cidade. Sei que muitas vidas se renderão através do louvor e da palavra ministrada pelo Pr. Manassés, do testemunho de vida de nossa querida Gisele Alves, ex estrelinha do forró, ex vocalista da banda ferro na boneca e hoje uma estrela de Jesus Cristo." Ouvir Gisele louvar ao Senhor é um bálsamo para minha alma... Sempre que ela está adorando ao Senhor o meu coração glorifica ao Pai, porque eu sempre pedi a Deus pela vida de Gisele. Sempre que ela subia ao palco minhas orações eram dirigidas ao Senhor! Lembro particularmente da morte do seu tio Gilvan, havia uma festa muito grande em Arez; e quando ela foi cantar pegou o microfone e chorando pediu um minuto de silêncio da platéia pelo seu tio. E enquanto ela falava eu comecei a falar com Deus, porque depois daquele minuto de silêncio ela disse: "E aí, galeeeraa! Vamo tirar o pé do chão porque é só alegria!" Eu sabia que o coração dela estava sangrando. Gisele sempre foi uma pessoa especial para mim, mesmo antes de ser minha aluna. Quanta gente que está por aí já foi meu aluno... O meu alvo de oração agora é Fan, e ele nem sabe... Quando ele começa a cantar eu começo a orar! Como Fan me deu trabalho na 7° série... Agora ele canta, tentando preencher o vazio dos corações com a sua música. Um vazio que, como disse Eliabe em sua pregação onte a noite no culto de formatura, uma vazio que é do tamanho de Deus, e só Ele pode preencher! Espero que amanhã o céu esteja cheio de estrelas, iluminando as ruas de Arez e que muitos venham para ouvir a palavra e saiam transformados em estrelas de Jesus! Para encerrar este post, cito Daniel12.3: "Os entendidos pois resplandecerão, como resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas sempre e eternamente." A estrela é identificável. Ela brilha. Tem luz própria. E nós somos a luz do mundo!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Esta é a minha querida amiga Dalvinha Daluzinha, que tem feito desabrochar o sorriso de muitas crianças com suas contações de histórias, levando alegria e amor para os mais velhinhos também. Um trabalho maravilhoso que só alguém de tamanha sensibilidade é capaz de executar. Por isso que temos essa amizade de vinte e tantos anos, de quintais vizinhos, lá na terra dos poetas. E eu sei que enquanto ela monta o natal para comemorar com sua família, sei também, que ela deseja no mais intímo do seu ser, que todos brasileiros fossem abençoados com o presente de ter em sua mesa uma ceia de natal. Minha amiga! Te desejo um Natal maravilhoso e que Deus te ilumine sempre com muita alegria e saúde para fazer muitas, muitas, muitas crianças sorrirem. Confiram no blog da Daluzinha a imensidão de alegria jorrando em todos os posts.sábado, 11 de dezembro de 2010
Passado

Ontem passei grande parte da tarde tentando escrever alguma coisa. Só nas tardes em que fico em casa posso vir aqui e escrever. Não gosto do turno vespertino na escola em que trabalho como vice diretora, pois não me identifico com a clientela do ensino infantil e fundamental I. Gosto do matutino e preferencialmente do noturno pois lá estão todos meus ex-alunos. Sinto uma falta grande do contato com meus alunos na sala de aula. E o interessante é que eles continuam procurando por mim até aqui em casa. Me contam "os babados" e "resenhas" das rodas de conversa deles... Tem os que pedem para eu preparar estudos sobre predestinação, livre arbítrio, namoro e vários outros temas. Outro dia estava Richel e Arielle lembrando de um dia que eles fizeram tanta bagunça na sala de aula, que sai chorando e entreguei a disciplina de geografia. Odiava ensinar geografia, e essa bagunça foi a gota d'água. Eu fico pensando em todas as situações que passei com meus alunos/amigos, as aulas de campo, as feiras de ciências que organizamos e foi show, nossos primeiros encontros... O primeiro dia de aula. Quando lembro que já tive 21 diários para colocar notas... Do dia da eleição de diretores e nossa chapa foi a vencedora. Tenho muitas lembranças boas desses 09 anos em Arez. O tempo passou voando. Agora eu estou tentando escrever o que ontem não consegui. Queria falar do passado, das coisas que nos deixam conectados nessa etapa das nossas vidas e que dificilmente conseguimos largar... A infãncia, a família, os lugares por onde passamos. A nossa história fica no passado e dele fazemos nosso futuro. Quinta-feira eu estava na igreja e falei sobre meu pai, dos princípios éticos que ele nos ensinou em vida. Respeito, obediência, disciplina e fidelidade, foram a base para nos alicerçarmos e caminhar com nossos pés. Eu queria falar sobre esse tema porque alguém me disse que eu deveria deixar os fardos no passado. Não sei se quero deixar coisas inacabadas aqui. Não quero guardar mágoas e ressentimentos, não quero ser guardiã dos monstros que povoam as noites insones de ninguém. Quero ser a mensageira do verbo amistar, do amor e bem querer. Quero poder levar uma palavra que tire o peso dos que já andam carregados de dor. Quero ser portadora do abraço das ovelhas que chegam e dizem: Tua palavra trouxe alívio ao meu coração. Quero continuar levando minhas lembranças e meu passado, de mãos dada com meu futuro. E principalmente falar do grande amor de Deus, da diferença que fez esse amor em minha vida.
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